Vítor Baía condecorado pelo Presidente da República
In Record - Autor: NUNO BARBOSA
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 3:01 p.m.
O Estádio do Dragão, enquadrado no projecto Dragon Force, abriu as portas a centenas de crianças ansiosas por dar uns toques na bola. O relvado, abandonado pelas habituais estrelas, encheu-se de camisolas azuis e brancas de palmo e meio. É certo que o sonho de um dia jogarem no F.C. Porto ainda está por confirmar, mas para já os jovens portistas contentaram-se com a presença do ídolo Vítor Baía.
«A formação é de uma importância primordial e nós, mais uma vez, estamos à frente. Somos pioneiros neste tipo de projectos válidos e de qualidade como é este Dragon Force», declarou o ex-guardião do F.C. Porto.
Na equipa principal dos portistas, Castro e Ventura fazem as honras da casa, sendo «a face mais visível deste projecto». «Já começámos com a entrada destes dois jogadores e agora no final da época espero que haja a possibilidade de entrarem mais jogadores vindos da formação porque é o futuro do futebol português», afirmou, acrescentando que «são dois jogadores de grande qualidade e poderão vir a ser opções válidas».
O segredo do sucesso, para Vítor Baía, está no «equilíbrio da estrutura» e na «euforia pelas vitórias». «As vitórias deixam-nos trabalhar em paz. Nós, de há muitos anos para cá, temos a facilidade de poder trabalhar tranquilamente com os jovens, mostrando-lhes acima de tudo o que é ser jogador do F.C. Porto. Não é a mesma coisa que ser jogador de outra equipa, mesmo grande, de Portugal. Esta é uma equipa muito especial, com regras muito próprias e com um espírito de vitória inigualável neste país».
Habituado aos grandes palcos e aos grandes sonhos, o ex-guardião do F.C. Porto mostrou-se sensível a todos os pequenos dragões cujos olhos brilhavam por estarem a apenas alguns metros de Vítor Baía, mas confessa que ainda não encontrou um substituto de palmo e meio. «Nesta fase é muito difícil», atirou, sorridente.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 2:40 p.m.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 9:50 a.m.
In A Bola online
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Vítor Baía, antigo guarda-redes e actual director de relações externas do FC Porto, considera que o importante é os jogadores sentirem que vão ser campeões nacionais, desvalorizando o facto de isso poder acontecer já este domingo.
«O importante é sentirmos que vamos ser campeões, quando, é secundário. Seguimos o nosso caminho e queremos vencer mais um jogo», disse Vítor Baía no decorrer de uma iniciativa de prospecção de jovens jogadores em Lisboa.«O mais importante é os jogadores saberem que querem vencer e vão fazer tudo para isso», referiu Baía, que abandonou os relvados na época passada.O FC Porto pode sagra-se tricampeão nacional caso vença este domingo o Belenenses. Para tal, é ainda necessário que Benfica e Vit. Guimarães sejam derrotados nos respectivos jogos da 24.ª jornada.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 9:49 a.m.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 9:43 a.m.
Vítor Manuel
Martins Baía
15-Out-1969, São Pedro da Afurada
- Em 2003/04, foi eleito o melhor guarda-redes da Liga dos Campeões.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 6:05 p.m.
Vítor Baía anunciou o final da carreira. Foram dezoito anos cheios de sucessos e de fracassos, de glórias e de polémicas, de alegrias e de tristezas, mas dezoito anos sempre ao mais alto nível. Começaram quando Baía ainda era um menino acabado de chegar à maioridade. Curiosamente num dia 11 de Setembro, mas este de boa memória, em Guimarães. Mlynarczyck e Zé Beto estavam lesionados, pelo que Quinito decidiu apostar no júnior que já há algum tempo trabalhava com o plantel principal.
Um miúdo precocemente velho, disse mais tarde o treinador, que o impressionou pela frieza e pela confiança. Vítor Baía crescera depressa. Mental e fisicamente. Ele que quando chegou ao F.C. Porto, trazido pelo amigo Fernando Santos e acompanhado de Domingos, deixou os dirigentes desconfiados pela baixa estatura. Cresceu, cresceu e hoje mede 1.86 metros. Ainda com dezoito anos ganhou a titularidade no clube portista, titularidade essa que durante 17 anos só foi interrompida por motivos de força maior.
Barcelona, lesões, Scolari e a perda da titularidade
O primeiro desses motivos foi a transferência para Barcelona, em 1996, depois de ter já sido considerado o melhor guarda-redes da Europa e de ter batido o recorde nacional (que ainda hoje se mantém) de inviolabilidade. Na Catalunha teve uma boa época, na qual ainda ganhou o prémio de melhor guarda-redes da Liga atribuído pelos treinadores, e uma época de pesadelo. Começou com uma lesão (a primeira de muitas) e prosseguiu com as desavenças com o treinador Van Gaal que o fizeram suplente de Hesp e o devolveram ao F.C. Porto. Nas Antas foi recebido de braços abertos. Numa altura em que o seu fantasma ainda pesava como chumbo, Baía era mesmo a melhor solução.
Apesar de tudo não se seguiram tempos fáceis. Durante dois anos acumulou lesões atrás de lesões. Foi quatro vezes operado, três delas ao joelho direito. Esteve quase dois anos sem competir para o campeonato e recuperou mesmo em cima da meta para o Mundial 2002. No último amigável antes da prova ganhou a titularidade a Ricardo e tornou-se o preferido de António Oliveira. O Mundial correu mal a toda a gente e Vítor Baía acabou por pagar também por isso. Depois da eliminação, só fez mais um amigável, com Agostinho Oliveira, em Inglaterra. Chegou Scolari e o guarda-redes da geração de ouro nunca mais vestiu a camisola nacional. A opção gerou uma guerra entre o F.C. Porto e a selecção, verteu litros de tinta, mas o treinador manteve-se intransigente. Foi o fim.
No F.C. Porto, porém, Vítor Baía continuou a dar cartas. Ultrapassado um processo disciplinar motivado por uma desavença com Mourinho, tornou-se titular indiscutível. Venceu uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões, que juntou à Taça das Taças ganha em Barcelona para se tornar um dos dez jogadores que em toda a história do futebol venceu as três competições europeias. Os anos de ouro de Baía terminaram em 2006, com Co Adriaanse, quando um jogo menos conseguido na Amadora levou o holandês a lançar Hélton na baliza. O brasileiro tem talento de sobra, pelo que Baía tornou-se um suplente de luxo. Na última época foi mais importante no balneário do que no relvado, mas nem por isso foi menos importante. Despede-se por cima, por isso. Adeus campeão.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 7:59 p.m.
Extraído do portal maisfutebol.iol.pt
11/09/1988:Estreia-se na equipa principal do F.C. Porto em Guimarães (1-1). A lesão de Mlynarczyck e o castigo de Zé Beto levam Quinito a lançá-lo aos18 anos.
13/09/1989: Estreia-se na Europa pela mão de Artur Jorge. Nas Antas vence /2-0) o Flacara Moreni, da Roménia, na primeira eliminatória da Taça UEFA.
06/05/1990:Conquista o primeiro dos 31 títulos da carreira, com uma vitória sobre o V. Setúbal por 1-0. Aos 19 anos, foi titular absoluto ao longo da época.
19/12/1990:A primeira das 80 internacionalizações AA. Lançado por Artur Jorge, substitui Silvino, ao intervalo, no particular sobre os EUA (1-0) na Maia.
05/01/1992: Está 1192 minutos imbatível, bate a marca de Bento (1079m) e estabelece um recorde ainda actual. Paulo Bento (V. Guimarães) marcou de penalty.
15/11/1995:Estreia-se a capitanear a selecção na vitória sobre a Rep. Irlanda (3-0) que garante a qualificação para o Euro-96.
Janeiro de 1996:É considerado o melhor guarda-redes europeu pela ESM.
08/03/1996: Desentende-se com o dirigente Pedro Morcela (Campomaiorense) e é suspenso de toda a actividade por dois meses.
De 9 a 23/06/1996:Defende a baliza nacional no Euro-96, em Inglaterra. Inicia com a Dinamarca (1-1) e termina com a Rep. Checa (0-1), do chapéu de Poborsky.
05/07/96:Assina pelo Barça na maior transferência de sempre de um guardião. 1,3 milhões de euros para se juntar a Bobby Robson.
14/01/1999:Regressa ao F.C. Porto, no mercado de Inverno, por empréstimo do Barcelona, depois da ruptura completa com Van Gaal que preferira Hesp.
24/01/1999:Volta a vestir a camisola do F.C. Porto, cerca de dois anos e meio depois do último jogo. Nas Antas é titular na vitória sobre o Beira Mar (7-0).
22/05/1999:Ajuda o F.C. Porto em Alvalade (1-1) e conquista o penta.
11/04/2000:Desloca-se à Bélgica, onde realiza a terceira operação da carreira.
02/06/2000:Volta a vestir a camisola da selecção no último jogo antes do Euro-2000. Numa vitória por 3-0 sobre o País de Gales em Chaves.
28/06/2000:Defronta a França (1-2) nas meias-finais do Euro-2000. Não consegue parar o penalty de Zidane no golo de ouro e Portugal é eliminado.
25/11/2000:É operado pela terceira vez ao joelho direito, na quarta intervenção cirúrgica da sua carreira. Lesionara-se quando escorregou num treino.
25/10/2001:Onze meses depois da operação começa a treinar na equipa B para ganhar ritmo.
15/12/2001:Octávio fá-lo regressa à baliza da equipa, frente ao Sp. Braga, 21 meses depois do último jogo para a Liga (em Alvalade).
25/05/2002:Recupera a titularidade na selecção quase dois anos depois. Num particular com a China (2-0), o último jogo antes do Mundial2002.
07/09/2002:Cumpre a 80ª e última internacionalização, no rescaldo de um Mundial que correu mal para Portugal. Agostinho Oliveira é o seleccionador.
22/09/2002Desentende-se com Mourinho num treino à porta fechada, antes da deslocação a Guimarães e é suspenso pela SAD de toda a actividade.
17/10/2002:Fica sanado o conflito com Mourinho 24 dias após o castigo.
21/05/2003:Vence a Taça UEFA, em Sevilha, na vitória sobre Celtic (3-2). É o seu segundo troféu internacional depois da Taça das Taças pelo Barcelona.
26/05/2004:Conquista a Liga dos Campeões em Gelserkichen (vitória 3-0 ao Mónaco) e torna-se no único português a conquistar as três taças europeias.
26/08/2004:Os responsáveis da UEFA entregam-lhe, no Mónaco, o troféu de melhor guarda-redes da edição 2003/2004 da Liga dos Campeões.
21/01/2006:Perde a titularidade para Hélton, na vitória por 1-0 sobre a Naval. Adriaanse não o desculpa pela derrota (1-2) na Amadora na jornada anterior.
20/05/2007:Faz o último jogo oficial da carreira. Frente ao D. Aves (4-1) garante o título e entra a quatro minutos do fim para ser também campeão
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 7:57 p.m.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 7:25 p.m.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 4:22 p.m.




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Comentário enviado por Lucy Lopes at 1:04 p.m.
In Record..
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 10:25 p.m.
| "Prémio para Vítor Baía |
| O Sindicato dos Jogadores Profissionais (SJPF) entregou ontem à noite, após o final do derby da Invicta, o prémio «Melhor guarda-redes» a Vítor Baía, numa singela cerimónia que decorreu no anfiteatro do Estádio do Dragão. O número 99 dos campeões nacionais ficou à frente de Paulo Santos (Sp. Braga) e Moretto (V. Setúbal/Benfica), não obstante o facto de ter terminado a temporada passada na condição de suplente, uma vez que Helton ganhou a titularidade logo após a derrota dos azuis-e-brancos na Reboleira. Para além do troféu referente, Vítor Baía foi ainda presenteado com o minicomputador portátil da marca Tsunami, que patrocinou, em parceira com o SJPF, o troféu que elegeu aquele que foi considerado o melhor keeper em 2005/2006." |
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 11:41 p.m.
“A estrutura do FC Porto sempre foi uma imagem de marca deste clube. Nesse sentido, não pode fazer confusão a ninguém que o capitão do FC Porto, no caso o Vítor Baía - como no passado já foi o Jorge Costa - tenha no balneário o peso que o treinador lhe pede e exige que tenha. Actualmente temos quatro capitães, mas não se entenda que as tarefas ou responsabilidades são divididas, porque isso não corresponde à verdade. Significa apenas que são o núcleo deste grupo. Ou seja, que têm, para além das responsabilidades inerentes a qualquer jogador, outras do ponto de vista social”.
Jesualdo Ferreira in "O Jogo"
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 10:54 p.m.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 8:50 p.m.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 4:03 p.m.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 9:36 p.m.
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Comentário enviado por Lucy Lopes at 9:37 a.m.